Faq

1. O eucalipto degrada o solo? 2. O eucalipto consome muita água? 3. O eucalipto e o aquecimento global 4. O que é o eucalipto? 5. O que é uma árvore? 6. A importância das florestas
  • 1. O eucalipto degrada o solo?

    São freqüentes os questionamentos sobre o impacto do eucalipto no solo, ou seja, se ele esgota a fertilidade do terreno ou se causa erosão ou compactação. Graças aos cuidados ambientais das empresas do setor, nada disso tem acontecido. O atual modelo de preparo do solo para plantio de eucalipto no Brasil é definido como subsolagem de mínimo impacto. É assim chamado porque o equipamento utilizado nessa operação não expõe a terra em profundidade, não provoca inversão das camadas superficiais do solo e o mantém protegido pelos resíduos vegetais da colheita (folhas, galhos, raízes e cascas). Para avaliar o efeito desse tipo de prática sobre as perdas de solo por erosão causadas pelas chuvas, de 1996 a 2002 a Aracruz conduziu testes na sua microbacia experimental no Espírito Santo, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). Esse monitoramento mostrou que as perdas de solo nas plantações de eucalipto variaram de 0,6 t a 1,0 t de solo/hectare/ano, valores estes muito abaixo dos limites de tolerância estimados para os solos da região (entre 10 t/ha/ano e 13 t/ha/ano), e menores também que os relatados para algumas das principais culturas agrícolas plantadas na região. Outro aspecto importante é a compactação do solo causada por máquinas e equipamentos usados no cultivo e colheita do eucalipto. Para identificar e quantificar os efeitos dessas atividades sobre o solo, a Aracruz conduziu outro trabalho, também em parceria com a Ufla. De modo geral, o estudo mostrou que, manejados corretamente, os solos da região da empresa são muito resistentes à compactação. Foi observado que há uma reversão natural de processos iniciais de compactação causados pelo corte e baldeio da madeira. Conclui-se, após três ciclos consecutivos de plantio, que não existem indícios de alterações irreversíveis na estrutura dos solos. A fertilidade dos solos também tem merecido o devido cuidado por parte dos técnicos envolvidos com plantações de eucalipto nas regiões tropicais. A baixa reserva natural de nutrientes nos solos, o rápido crescimento das árvores, a elevada produtividade e os ciclos cada vez mais curtos são fatores importantes que justificam esse interesse. Consequentemente, foi necessário investir no levantamento detalhado dos solos, mapeando suas características físicas e químicas, além de conhecer as necessidades dos diferentes clones de eucalipto usados na empresa. A partir desses levantamentos, a Aracruz desenvolveu, com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), um programa personalizado que faz o balanço de nutrientes e recomenda adubações para cada talhão plantado, cuja área média é de 17 hectares. Essas adubações levam em conta a contribuição dos resíduos da colheita (raízes, cascas, galhos e folhas) e também a aplicação de resíduos do processo de fabricação de celulose, como cinzas e lama de cal (fontes de cálcio e magnésio). A Aracruz dispõe de informações de pelo menos três ciclos completos de monitoramento nutricional das plantações de eucalipto. As análises de solo, realizadas antes de cada plantio, indicam que vem ocorrendo uma melhoria da fertilidade, como reflexo do manejo implementado. Isso tem impactos positivos na sustentabilidade da produção de madeira e nos custos com adubação. Teores de fósforo, potássio, cálcio e magnésio disponíveis nos solos plantados, notadamente no norte do Espírito Santo e sul da Bahia, no período de 2004 a 2008, subiram 57%, 13%, 31% e 45%, respectivamente. Buscando entender ainda melhor esse tema, a Aracruz usou sua microbacia experimental em terras capixabas para realizar o balanço de nutrientes de um ciclo completo da cultura do eucalipto (de colheita a colheita). - O balanço final para a maioria dos nutrientes é positivo. Isso significa dizer que os plantios de eucalipto,corretamente manejados, não exaurem o solo, e sim o beneficiam. -O nitrogênio foi o único nutriente com balanço ligeiramente negativo. Isso motivou a empresa a aumentar a quantidade de nitrogênio na adubação e garantir a ciclagem desse nutriente através da manutenção da totalidade dos resíduos da colheita nas áreas, assegurando níveis adequados de matéria orgânica. - Não foi detectada nenhuma relação entre a adubação aplicada ao plantio e os níveis de nutrientes nos cursos d'água. Ou seja, não há perda de nutrientes aplicados por meio de fertilização que tenha impacto na qualidade da água de córregos e rios. Em resumo, quando implantada de maneira correta, a cultura do eucalipto não provoca a degradação do solo, em suas características físicas, químicas e biológicas. Fonte: Aracruz

  • 2. O eucalipto consome muita água?

    A água é essencial para a vida. Nas plantas, ela tem um papel fundamental, pois é um dos componentes necessários para a realização da fotossíntese. Por esse processo ocorre a fixação do carbono atmosférico, na presença de água e luz. Considerando-se qualquer cobertura vegetal, o volume de água que de fato chega ao solo é o resultado da diferença entre a quantidade que chove e a que é interceptada pela copa das plantas. Do volume de água que chega à superfície do solo, parte é infiltrada e outra parte é escoada diretamente para córregos e rios. Da porção infiltrada, também uma parte evapora-se do solo e outra parte é usada pela planta para crescer e se reproduzir.Trata-se da transpiração.A transpiração é, portanto, a evaporação da água empregada nos diversos processos que ocorrem dentro da planta. Ela se dá por meio das folhas, através dos seus estômatos, como são chamadas as estruturas microscópicas responsáveis pela comunicação da planta com a atmosfera. Como tudo isso ocorre simultaneamente, os processos de evaporação (solo) e de transpiração (planta) podem ser combinados, caracterizando o fenômeno conhecido por evapotranspiração, que reflete efetivamente a quantidade de água que determinado tipo de planta utiliza por unidade de área. A água que se infiltra pelo solo pode ainda chegar ao lençol freático (posição do perfil do solo onde todos os poros estão saturados com água). Pode também ocorrer o oposto, que é o chamado "fluxo ascendente". Desde 1995 a Aracruz estuda e quantifica cientificamente os componentes do ciclo hidrológico em uma área representativa de seus plantios de eucalipto no Espírito Santo. Esses estudos fazem parte de uma iniciativa denominada Projeto Microbacia, destinada ao melhor entendimento das relações entre o eucalipto e o ambiente. Esse projeto abrange uma área de 286 hectares, composta por plantios de eucalipto entremeados com florestas nativas. Os estudos envolvem a avaliação de um ciclo completo do eucalipto, do plantio à colheita. É ali que ocorrem diversas experiências, realizadas em parceria com universidades, centros de pesquisa, organizações não governamentais (ONGs) e órgãos ambientais, tanto nacionais como internacionais, que estão relacionados ao final desta publicação. Os estudos especificamente relacionados ao ciclo hidrológico do eucalipto tiveram a importante participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e também do CSIRO, renomada instituição de pesquisa da Austrália. Uma maior quantidade de água da chuva se infiltra no solo das florestas plantadas, em comparação às florestas nativas. Isso porque, nestas últimas, boa parte da água fica retida nas copas das árvores, evaporando-se para a atmosfera. Os estudos demonstram que: no período de 1998 a 2004, a evapotranspiração (ou consu-mo médio de água pelo eucalipto) foi de 1.092 mm/ano (ou litros/m2/ano), semelhante à quantidade média de chuva (1.147 mm/ano) e ao consumo médio das florestas nativas vizinhas (1.167 mm/ano). Estudos com outras culturas importantes como café, cana-de-açúcar e frutas cítricas evidenciam um consumo de água semelhante ao observado para o eucalipto na microbacia da Aracruz. - O lençol freático se mantém em profundidades superiores a 15 metros, enquanto a profundidade média das raízes do eucalipto na Aracruz não ultrapassa 2,5 metros. As raízes do eucalipto, portanto, não alcançam o lençol freático. - Na região estudada, os plantios foram mais eficientes que as florestas nativas para converter água em madeira, uma vez que o crescimento do eucalipto é mais rápido, mesmo consumindo a mesma quantidade de água. A eficiência média do eucalipto foi estimada em 0,43 m3 água/kg de madeira, comparativamente a 1,3 m3 água/kg de madeira na Mata Atlântica. - O lençol freático é recarregado rapidamente, chegando ao seu nível mais elevado aos dois anos após o corte do eucalipto, devido ao menor consumo de água pelas árvores nas idades mais jovens. Nesse período, o excedente de água das chuvas infiltra e abastece as camadas mais profundas do solo. A partir do terceiro ano, observa-se uma inversão desse processo.Com um novo corte do eucalipto, o abaixamento do lençol é novamente interrompido, retornando à sua condição original e mantendo, por sucessivas rotações, o sistema em equilíbrio. - Em anos mais secos, de menor intensidade de chuvas, pode ocorrer um fluxo ascendente da água do lençol freático que permite manter a vegetação viva.Nesses períodos, o consumo de água pelo eucalipto passa a ser menor e, portanto, seu ritmo de crescimento diminui.Isso ocorre porque o eucalipto tem mecanismos de controle do uso da água bem eficientes, especialmente nos períodos mais críticos. - As áreas da Aracruz apresentam oferta de água compatível com a demanda do eucalipto, de forma que os plantios não comprometem a vazão de córregos e rios. Fonte: Aracruz

  • 3. O eucalipto e o aquecimento global

    A atmosfera da Terra se compõe de vários gases e tem um papel importante na manutenção da tempe-ratura do planeta, pois alguns deles, chamados de Gases de Efeito Estufa (GEE), têm a capacidade de absorver e emitir calor.O efeito estufa é um fenômeno natural que mantém o planeta aque-cido a uma temperatura que permite a existência de todos os seres vivos. Entretanto, esse efeito vem aumentando e pondo em risco a vida.

  • 4. O que é o eucalipto?

    O eucalipto é uma árvore como outra qualquer criada pela natureza. Existem mais de 600 espécies pertencentes ao gênero Eucalyptus, originárias sobretudo da Austrália e da Indonésia.Dentre as principais espécies plantadas em todo o mundo para fins comerciais estão o Eucalyptus grandis, E. urophylla, E. saligna, E. camaldulensis, E. globulus, E. dunni e E. nitens.

  • 5. O que é uma árvore?

    Toda árvore é constituída de raiz, caule, folha, flor, fruto e semente. E cada um desses componentes tem uma função específica. A raiz é responsável pela fixação da planta e absorção de nutrientes e água do solo. O caule, ou tronco, é uma estrutura lenhosa destinada à circulação da seiva e sustentação das folhas, flores e frutos. Nas folhas, ocorre o processo conhecido como fotossíntese.

  • 6. A importância das florestas

    Desde que o mundo é mundo, e no Brasil não foi diferente, as florestas nativas vêm sendo exploradas indiscriminadamente pelo homem, por dois motivos fundamentais: primeiro, pela demanda crescente por madeira, e, segundo, pela crença de que os recursos naturais são inesgotáveis. A natureza é finita, sim. E é aí que residem a atualidade e a importância das florestas plantadas como alternativa ecológica para o nosso planeta e o nosso país. Um país privilegiado, com enorme disponibilidade de luz solar, água e um solo onde, como já dizia Pero Vaz de Caminha, em se plantando, tudo dá.

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